Com o avanço das medicações injetáveis para o tratamento da obesidade, como Ozempic e Wegovy, muitos pacientes se perguntam: o que vai acontecer com medicamentos mais antigos, como o Saxenda? E será que teremos, em breve, uma versão brasileira do Ozempic?
Neste artigo, vamos te explicar o que está por trás da possível descontinuação do Saxenda, o que significa o fim da patente, e o que esperar da chegada de medicamentos similares produzidos por laboratórios nacionais.
O que é o Saxenda?
Saxenda é uma caneta injetável à base de liraglutida, aprovada para o tratamento da obesidade e sobrepeso com comorbidades. Atua promovendo saciedade e ajudando na regulação do apetite, sendo um dos primeiros medicamentos injetáveis disponíveis no Brasil com esse propósito.
Durante muito tempo, o Saxenda foi uma alternativa eficaz para pacientes com dificuldade de emagrecer. No entanto, com a chegada de novas moléculas — como a semaglutida (Ozempic, Wegovy) e a tirzepatida (Mounjaro) —, ele perdeu espaço por apresentar menor potência na perda de peso.
Por que o Saxenda está saindo do mercado?
A farmacêutica responsável pelo Saxenda anunciou a possível descontinuação do produto ainda em 2024. A decisão não está relacionada à eficácia ou segurança do medicamento, mas sim a fatores estratégicos e comerciais, diante da concorrência com moléculas mais modernas.
O que muda com o fim da patente?
Com o vencimento da patente da liraglutida, outras empresas farmacêuticas agora têm permissão legal para produzir versões similares do medicamento.
Isso abre espaço para o surgimento de uma possível “versão brasileira do Ozempic” — com a mesma molécula, perfil de ação eficaz e com custo potencialmente mais acessível para a população.
Existe uma versão brasileira do Ozempic em desenvolvimento?
Embora o Ozempic (semaglutida) ainda esteja sob patente, o que está sendo desenvolvido no Brasil são versões similares ao Saxenda, com base na liraglutida. Essas versões podem trazer benefícios como:
— Maior acesso ao tratamento devido ao preço reduzido;
— Menor dependência de importações;
— Estímulo à indústria farmacêutica nacional.
Importante lembrar que esse tipo de medicamentos hoje necessita receita prescrita por profissional médico. Por isso, o acompanhamento com uma equipe especializada continua sendo indispensável.
Ozempic, Wegovy e Saxenda: quais as diferenças?
— Saxenda: baseia-se na liraglutida, aplicada diariamente, com boa segurança e eficácia moderada;
— Ozempic e Wegovy: utilizam a semaglutida, com aplicação semanal, apresentando maior eficácia na perda de peso e no controle metabólico.
O que esperar do futuro dos tratamentos para obesidade no Brasil?
A chegada de versões nacionais pode representar um avanço importante no acesso ao tratamento da obesidade. No entanto, isso deve vir acompanhado de responsabilidade. Automedicação ou uso indiscriminado de canetas injetáveis pode trazer riscos à saúde.
O ideal é que cada paciente seja avaliado individualmente, considerando histórico clínico, comorbidades e metas de tratamento, por uma equipe multidisciplinar.
Conclusão
A possível versão brasileira do Ozempic, derivada da liraglutida, pode ampliar o acesso ao tratamento da obesidade no país. Porém, a substituição de medicamentos e o início de qualquer terapia devem sempre ser acompanhados por profissionais especializados.





